Karolinka celebra independência polonesa com evento cultural em São Mateus do Sul

Encontro reuniu representantes da comunidade com canto, dança, exposição fotográfica e palestra sobre arquitetura polonesa

O Grupo Folclórico Polonês Karolinka recebeu na terça-feira, dia 24, representantes da comunidade polonesa para celebrar os 101 anos da reconquista da independência da Polônia. A data é celebrada em diversas comunidades de descendentes pelo mundo, e contou com uma programação especial para o público são-mateuense. Além da apresentação de canto e dança do grupo, uma exposição fotográfica e uma palestra sobre a arquitetura polonesa completaram a noite cultural.

O evento, que contou com o patrocínio da associação Wspólnota Polska, é mais uma mostra da constante evolução do Grupo Karolinka. A coordenadora Iris Janoski destacou que, por seu conjunto de atividades, e por envolver dezenas de voluntários da comunidade, o grupo vai além das danças e do canto folclórico. “O Karolinka trabalha para se tornar uma das mais importantes instituições culturais da diáspora polonesa no Brasil, e contribui para reunir os descendentes daqueles poloneses que deixaram sua pátria, mas que nunca perderam sua identidade”, salienta Iris.

A arquiteta Carine Niestkacz apresentou características da arquitetura de diferentes regiões da Polônia, reforçando que esse país representa uma diversidade de culturas. Em sua fala, Carine destacou técnicas e detalhes arquitetônicos, como os lambrequins, bastante comuns nas casas construídas pelos colonos em São Mateus do Sul. Na Polônia, cada tipo de lambrequim possui um significado, além de funcionar como uma pingadeira e um quebra-vento. O lambrequim com formato de pinha, por exemplo, simboliza a prosperidade.

Exposição fotográfica mostra a Polônia que vive no Brasil

O evento marcou o lançamento da exposição etnofotográfica “Migawki: a Polônia que Vive no Brasil”. As fotos integram a pesquisa da jornalista Larissa Drabeski, e retratam o cotidiano de duas famílias de origem polonesa da cidade: as famílias Przybyszewski e Przyvitowski. 

“Nos registros podemos ver momentos do dia a dia em que a expressão da identidade polonesa aparece com força, como nas orações em polonês, no cultivo da terra, nas expressões em língua polonesa e na forma de convívio com a família e a comunidade”, destaca a pesquisadora. Em dezembro, as fotos ficarão expostas na Casa da Memória.